18 de março de 2017

O sentido espiritual de um relacionamento amoroso - Prem Baba


O sentido espiritual de um relacionamento amoroso, tirando todo o romantismo, é ser um material de escola que te ensina a amar, a ser livre e a deixar o outro livre. Quando eu digo “ensinar a amar”, uso uma figura de linguagem, porque não é possível aprender a amar – o amor já existe, ele é a fragrância do ser. Mas a relação afetiva gera uma fricção que possibilita remover obstáculos que te impedem de amar. Esse é um assunto bastante delicado e as chances de eu ser mal compreendido são tremendas, mas vamos tentar.

Existem certas lições que você só pode aprender com suas relações amorosas, porque elas são catalizadoras de todas as suas feridas, de tudo aquilo que não está integrado dentro da sua constelação familiar. Todo seu passado é reeditado na relação amorosa para que você tenha a chance de integrá-lo, de curar essas relações familiares que ainda estão, de alguma forma, infringindo dor no seu sistema.

Embora o relacionamento amoroso seja um poderoso instrumento de aprendizado e de cura, ele pode também te levar a um sono. Nesse sentindo, você pode estar apenas repetindo determinados padrões destrutivos (apegos, disputas, projeções, medos) e andando em círculos, deixando de se expandir e crescer. Há que se ter discernimento e sabedoria para identificar quando isso ocorre.

O objetivo maior de um relacionamento amoroso é sustentar o êxtase. É sustentar a conexão da energia sexual com o coração aberto: o encontro de duas correntes positivas, dois sins. Esse encontro aponta a direção da suprema liberdade e só é possível se existir amor e liberdade.

Portanto, isso que eu tenho chamado de novo casamento, não costuma chegar cedo na vida, porque requer certa maturidade, uma compreensão e inclinação para deixar o outro livre – livre inclusive para não te amar se ele não quiser. Essa é a prova final dessa iniciação chamada relacionamento amoroso.

Eu o vejo como uma iniciação espiritual. Você só completa esse ciclo iniciático quando supera a carência afetiva, ou seja, quando se liberta da insegurança, do ciúme e da possessividade. Só assim você consegue de fato, ser livre e deixar o outro livre. Por sua vez, podemos entender a relação amorosa como o próprio remédio para a carência. Dependendo da sua carência, você precisa ficar um tempo X dentro de uma relação ou às vezes precisa ficar sozinho. Não tem uma receita. Isso tem que ser sentido por você – o que você está precisando no momento.

Às vezes você não consegue perceber porque está cego pela própria carência. Por exemplo, você pode estar precisando ficar um tempo sozinho, mas sua carência ainda está tão grande que você não quer sequer parar para pensar se a relação em que você está tem te feito crescer ou se dentro dela, você está apenas andando em círculos, machucando e sendo machucado.

Quando a relação se torna eminentemente destrutiva, sem chances para crescer no amor, na liberdade e no perdão, você tem que ter a coragem de tirar umas férias. Tem que ter coragem de olhar de frente para isso e explorar o medo que talvez você tenha de ficar sozinho. Eu não estou incentivando a separação! Eu estou incentivando você a encarar a verdade; a ser honesto com você e com o outro.

Muitas vezes, você mantém seu relacionamento para poder ter onde projetar suas ilusões. O outro é uma tela em que você projeta seus sonhos e quando ele quer deixar de ser essa tela ou quando você sente que não está mais conseguindo projetar seu sonho nessa tela, você acaba com o relacionamento. Mas você fica ansiosamente aguardando o momento de encontrar outra tela para continuar projetando o seu sonho. Outras vezes, você mantém o seu sonho fazendo do outro um escravo para atender os seus caprichos. Você força o outro a te amar, porque acreditou que se ele fizer do seu jeito, ele te ama. Não se engane: isso significa aprisionar o outro.

Vou te passar uma lição de casa. Se você está com alguém, comece a se perguntar: por que estou nessa relação? O que me mantém aqui? Não tenha medo de ser honesto consigo mesmo. É só a mentira que cai, a verdade nunca cai. Se o que te mantém nessa relação é o amor a Deus e à liberdade é porque você está se expandindo na luz; está crescendo dentro do programa estabelecido pela sua alma. Se for assim, zele por essa relação, firmeza no amor, no perdão, na liberdade e siga em frente. Mas se você está na relação por outras razões, tenha coragem para olhar o que te mantém aí. 
Dê essa passo a seu favor. Estou querendo que você rompa com a mentira e siga se expandindo."
Sri Prem Baba em Satsang

11 de março de 2017

Meditação da Expansão - Pedro Kupfer


"Procuro uma posição de conforto para permanecer em atitude relaxada, entendendo que o relaxamento não é algo que eu possa ou deva fazer. Posso fazer coisas desde o relaxamento, mas o relaxamento não é fazer coisas, nem deixar de fazer.

Observo então que o corpo assume naturalmente a posição vertical, sem esforço, e permanece descontraído na firmeza natural do āsana. Vejo que essa mesma atitude se estende à tranquilidade no meu coração e aos conteúdos da paisagem mental. Por um momento paro e observo a quietude do corpomente.

Logo, permito que a respiração flua sem nenhuma interferência; sem esforço, sem nenhum tipo de comando ou esforço da mente. Ao mesmo tempo, percebo o respirar e permito que a atenção se centre na expansão e no recolhimento da respiração natural. Consciência total na respiração; consciência total na fluidez da expansão e o recolhimento do prāṇa, a força vital.

Assim, passo para a prática chamada viśvarūpa dhyāna, antiga meditação que e aparece na Taittirīya Upaniṣad. Nesta contemplação, mantendo os olhos fechados, observo meu corpomente dentro do espaço desta sala. Logo, visualizo a sala na cidade: tomo consciência da dimensão da sala em relação ao tamanho da cidade. E também tomo consciência da dimensão do meu corpo em relação ao tamanho da cidade.

Tomo consciência do tamanho da cidade em relação ao país, tomo consciência do tamanho do país em relação ao continente. Observando desde o corpomente, percebo a dimensão do continente, com todas as montanhas, os rios, as planícies, contendo tudo o que o ser humano fez ao longo da história e tudo aquilo que é objeto criado pela natureza.

Tomo consciência dos dois lados do continente, banhado pelos dois oceanos que são muito maiores que a própria terra. Visualizo agora o planeta inteiro, abrangendo os outros continentes e o terceiro oceano, que não banha esta terra onde estou agora. E lembro que as águas dos três oceanos se misturam, são em verdade uma só. Observo.

Lembro que este planeta é pequeno em relação ao sistema solar. Também penso que o sistema solar, com todos seus planetas, asteróides e estrelas, é imenso em relação ao meu corpomente, e ao mesmo tempo muito pequeno se comparado ao tamanho da Via Láctea.

E que esta galáxia onde está meu planeta, por sua vez, é infinitesimalmente pequena em relação ao conjunto das galáxias vizinhas que, por sua vez, somadas, são insignificantes diante do tamanho do universo inteiro. Então agora olho de volta para o meu corpo na sala, tomando consciência da dimensão da criação total, do universo inteiro. Quiçá com algum direito, possa surgir em mim um sentimento de insignificância.

Porém, ao perceber a dimensão real do universo, vejo quão pequenos são os meus problemas, quão pequenas são as coisas que ocupam meu pensamento no cotidiano. Isso, por sua vez, me ajuda a relativizar esses problemas e enxergá-los apenas como o que são: situações tópicas inerentes aos papéis que represento na vida.

Lembro que viśvarūpa, o nome que se dá a essa prática, significa a forma da própria totalidade, a forma do todo. Todas as formas, portanto, estão incluídas na forma única que é o Todo. Cada forma, existe perfeitamente integrada no ambiente com as formas contíguas: o átomo integrado na molécula a molécula na célula, a célula no tecido, o tecido no órgão, o órgão no organismo, o organismo no ambiente, o ambiente no Todo.

E esta consciência que sou, observa, apreciando esse Todo e cada componente dele. Recordo que essa inteligência ativa, chamada Īśvara, está presente em tudo e todos. Observo desde a perspectiva da individualidade que sou, na forma dessa consciência que observa, que não está separada e que não é diferente desse Todo.

Assim, olho para as coisas do meu cotidiano agora, aquelas pequenas coisas que preenchem o meu dia a dia, minhas preocupações, minhas obrigações, e penso: qual é o tamanho dessas situações que vivo, comparadas com o tamanho do universo?

Quando compreendo que sou a consciência que já estava desde antes da mente e do desejo, que permanece durante e que fica depois, que estava desde antes do corpo, que está no corpo agora, e que permanece depois, que estava antes do prāṇa, que está na vitalidade agora, e que fica depois, aquilo que chamo de minhas preocupações se reduz até a insignificância.

Assim, relativizo as coisas do ego, permaneço em paz, e posso estender essa atitude relaxada e focada para todas as experiências para todos os momentos dentro dessa vida que eu tenho agora.

Oṁ śāntiḥ śāntiḥ śāntiḥ. Que haja paz em cada um, que haja paz no ambiente, que haja paz entre nós."

Pedro Kupfer em Meditação da Expansão

4 de março de 2017

Apenas um convite - Osho


"Pergunta: Osho, você pode dizer quem é você?


Sou um convite para todos aqueles que estão procurando, buscando e têm um grande anseio em seus corações para encontrar os seus lares.

Sou uma resposta para a pergunta que todos têm, mas que não podem formular, uma pergunta que é mais uma busca do que uma questão, mais uma sede do que uma indagação verbal e mental. Uma sede que a pessoa sente em cada célula e fibra de seu ser, mas que não tem como trazê-la às palavras e perguntá-la.

Sou uma resposta para essa pergunta que você não pode formular e que não pode esperar que ela possa ser respondida.

Quando digo que sou a resposta, não quero dizer que possa-lhe dar a resposta. Sim, se você estiver pronto, você pode pegá-la. Sou como um poço, pronto para que você atire o seu balde e tire água por você mesmo.

Tenho, mas não posso alcançar você sem os seus esforços.

Somente você pode me alcançar. Este é um convite estranho; ele o levará a uma longa peregrinação, e terminará somente onde você já está.

Você precisará dar muitos passos, em muitos caminhos, simplesmente para chegar a você mesmo, pois você se distanciou de você mesmo e se esqueceu completamente do caminho de volta. Sou um lembrete, uma lembrança do lar perdido.

Não existo como uma pessoa; como uma pessoa eu simplesmente aparento. Eu existo como uma presença. Desde o dia em que vim a conhecer a mim mesmo, a pessoa desapareceu; existe somente uma presença, uma presença muito viva que pode saciar a sua sede, que pode preencher o seu anseio.

Portanto, em uma palavra posso dizer que sou um convite, e é claro, apenas para aqueles que têm um profundo anseio em seus corações, que estão sentindo falta deles mesmos, uma profunda urgência, que a menos que encontrem a si mesmos, tudo o mais não tem sentido.

A menos que isso seja o seu interesse prioritário e supremo, a ponto de, se necessário, você estar mesmo disposto a perder tudo por isso, mas não pode abandoná-lo...

Existem milhares de desejos, mas no que se refere a anseio, há apenas um, o de voltar para casa, de encontrar sua realidade. E nesse próprio encontrar, você encontra tudo o que tem algum valor: bem-aventurança, verdade, êxtase.

Jesus costumava dizer: “Se você tem olhos para ver, veja; se tem ouvidos para ouvir, ouça.” É claro que ele não estava falando para os cegos e os surdos; ele estava falando para pessoas como você, talvez ele estivesse falando exatamente para você, pois você não é novo.

Você é tão antigo quanto toda a existência; você sempre esteve aqui.

Você pode ter encontrado muitos mestres, pode ter chegado perto de muitos budas, mas você estava muito envolvido em trivialidades e não estava ciente de seu anseio.

Sou um esforço para provocar o dormente em você, para despertar o que dorme. O fogo está presente, mas está queimando muito baixo, pois você nunca cuidou dele.

Meu convite é para tornar você chamejante, e a menos que você conheça uma vida que seja luminosa e chamejante, todo o seu conhecimento é apenas uma trapaça. Você está juntando-o para ajudá-lo a se esquecer de que o conhecimento real está faltando.

Mas não importa quão grande seja o seu acúmulo do outro, do objetivo, do mundo, isso não vai se tornar um substituto do seu autoconhecimento. Com o autoconhecimento, de repente desaparecem toda a escuridão e a separação em relação à existência.

Sou um convite para você dar um corajoso salto no oceano da vida. Perca-se, pois esta é a única maneira de encontrar a si mesmo."
Osho em The Invitation

25 de fevereiro de 2017

Sobre o arrependimento - Osho


"Seja o que for que você compreenda sobre arrependimento é absolutamente falso. Tente compreender. Quando você se arrepende, você de fato não se arrepende. Quando você se arrepende, você de fato está tentando reparar a imagem. Isso não é arrependimento: é reparação da imagem quebrada, a que você tem de si mesmo.

Por exemplo, você tem tido raiva e tem dito muitas coisas. Mais tarde, quando a raiva se foi, a loucura se foi, você se acalma e olha pra trás. Agora há um problema. O problema é que você sempre se achou um homem muito pacífico, um homem da paz e do amor; sempre imaginou que você não é raivoso. Agora, essa imagem quebrou-se. Seu ego está espatifado: agora você sabe, que seja o que for que você esteve acreditando, provou-se errado. Você tem estado com raiva, você tem estado muito raivoso, e você tem dito coisas que são contra o seu ego. Você despedaçou sua própria auto-imagem. Agora você tem de consertá-la. O único meio de se consertar isso é arrependendo-se. Você vai e se arrepende, você diz coisas boas.

Você diz: “Aconteceu a despeito de mim. Eu jamais quis que fosse assim. Eu estava louco: não estava nos meus sentidos. A raiva me assomou de tal jeito que fiquei quase inconsciente; assim, o que quer que eu tenha dito, perdoe-me, eu nunca quis dizer aquilo. Posso ter dito aquilo, mas nunca quis dizer aquilo.”

O que você está fazendo? Arrependendo-se? Você está simplesmente fazendo um reparo. Você relaxa: quando alguém pede para ser perdoado, tem de ser perdoado. Se o outro não perdoar, então, ele não é um homem bom. O outro estava com raiva sobre a sua raiva, ele estava pensando em se vingar, mas agora você foi pedir perdão. Se ele não perdoar, então, ele não será capaz de se perdoar. Então, é a imagem dele que será quebrada.
E este é o truque que você está usando. Agora, se ele não o perdoar, você é o bom sujeito e ele é o sujeito mau. Agora tudo foi jogado em cima dele.

Este é um truque, um truque bem dissimulado. Se ele não o perdoar, ele é mau. Então, você fica à vontade, sua imagem foi consertada: você jogou toda a culpa nele. Agora, ele se sentirá culpado se não perdoar, pois um homem bom tem de perdoar. Se ele perdoar, é bom para você; se ele não perdoar, então também isso é bom para você. Agora é uma questão para ele decidir.
Isto não é arrependimento."


Osho em Além da Psicologia

18 de fevereiro de 2017

A arte de comer - Thich Nhat Hahn


"Para cultivar a atenção plena, podemos fazer o mesmo de sempre ( caminhar, sentar, trabalhar, comer...) com percepção consciente do que estamos fazendo. Ao comer sabemos que estamos comendo. Ao abrir uma porta, sabemos que estamos abrindo uma porta.

Nossa mente está conectada às nossas ações. Quando comemos uma fruta, tudo o que precisamos é atenção plena para nos darmos conta disto: " Estou com uma maçã na boca." Nossa mente não precisa estar em nenhum outro lugar. Se você está pensando no trabalho enquanto mastiga, não estará comendo com atenção plena.
Ao prestar atenção na maçã, estará sendo consciente.

Então, você pode ir mais fundo e, em pouquíssimo tempo, você verá as sementes da maçã, o lindo pomar, o céu, o fazendeiro, o responsável pela colheita e assim por diante. Quanto trabalho em uma única maçã!

Com apenas um pouquinho de consciência plena, você poderá enxergar verdadeiramente de onde vem o pão que come. Ele não vem do nada. O pão vem dos campos de trigo, do trabalho duro e também do padeiro, do fornecedor e do vendedor. No entanto, o pão é mais do que isso. O campo de trigo precisa de nuvens e luz do sol. Portanto, num pedaço de pão, há luz do sol, nuvens, o trabalho do agricultor, a felicidade de se ter a farinha, a habilidade do padeiro 
e ( milagrosamente! ) o pão. O universo inteiro se alinhou para que esse pedaço de pão parasse em suas mãos. E não é necessário refletir muito para se chegar a essa conclusão. Você deve apenas impedir que sua mente se perca em preocupações pensamentos e planejamentos.

Na vida moderna, tendemos a pensar que somos donos do nosso corpo, que podemos fazer o que  quisermos com ele. No entanto, nosso corpo não é apenas nosso. Ele pertence aos nossos ancestrais, aos nossos pais e às gerações futuras. E também pertence à sociedade e a todos os demais seres vivos. As árvores, as nuvens, o solo e todos os seres vivos contribuíram para a presença do nosso corpo. Devemos comer com cuidado, sabendo que somos cuidadores do nosso corpo, em vez de seus donos.

Quando comemos, normalmente pensamos. No entanto, podemos desfrutar muito mais se tentarmos não pensar enquanto comemos, Podemos estar atentos apenas à comida. Algumas vezes, comemos sem estar atentos a esse fato. Nossa mente não está focada. E quando nossa mente não está focada, nós olhamos, mas não vemos. Ouvimos, mas não escutamos. Comemos, mas não percebemos o sabor da comida. Mergulhamos em um estado de esquecimento, a falta de consciência plena. Para estarmos verdadeiramente presentes, devemos parar de pensar. Eis o segredo do sucesso.(...)

Podemos pisar no freio da mente, e verdadeiramente desfrutar da nossa comida. Fazendo isso, nossa vida ganhará uma boa dose de qualidade. Eu adoro me sentar e comer em silêncio, desfrutando de cada mordida, atento à presença de quem me rodeia, atento ao trabalho duro e amoroso que tornou possível aquela comida.
Quando como dessa maneira, não fico apenas fisicamente nutrido, mas também espiritualmente. A maneira de comer influencia tudo o que faço durante o dia.
Comendo, podemos meditar tão bem quanto sentados ou caminhando. É uma chance de recebermos os vários presentes da Terra, tudo o que não seríamos capazes de desfrutar se nossa mente estivesse em outro lugar, Eis um verso que gosto de recitar enquanto como:


Nas dimensões do espaço e do tempo,
Mastigamos em ritmo, assim como respiramos.
Mantendo as vidas de todos os nossos ancestrais,
Abrimos um caminho ascendente aos nossos descendentes.

Podemos empregar o tempo de comer para nos nutrirmos com o melhor de nossos pais, transmitindo os valores mais preciosos às futuras gerações. (...)

Preste atenção a cada garfada. Ao levar o garfo à boca, esteja atento ao fato de que a comida é um presente de todo o Universo. A Terra e o céu colaboraram para levar essa garfada à sua boca. Enquanto respira, tudo o que você precisa é de um segundo ou dois para se dar conta disso. Comemos de uma maneira que cada pedacinho de comida, que cada momento em que nos alimentamos tenha atenção plena. Com apenas alguns segundos, vemos que a comida em nosso garfo é um presente de todo o Universo.
Enquanto mastigamos, mantemos essa consciência viva. Quando mastigamos, sabemos que o Universo inteiro está presente naquele pedaço de comida.(...)

Não precisamos comer muito para nos sentirmos nutridos. Quando estamos presentes e vivos frente a cada pedaço de comida, cada mordida nos enche de paz e felicidade. Repletos dessa alegria podemos descobrir que nos sentimos naturalmente satisfeitos com menos comida.

Quando preparamos uma refeição com total consciência, tudo fica delicioso e saudável. Quando preparamos a comida com consciência plena, amor e cuidado, todos comerão do nosso amor. As pessoas são capazes de desfrutar a refeição com seus corpos e mentes, da maneira que são capazes de desfrutar de uma linda obra de arte. 
Comer não é nutritivo somente para o corpo, mas também para a mente e o espírito.

A cozinha pode ser um espaço de meditação quando praticamos a consciência ao cozinhar e ordenar esse espaço. Podemos decidir executar nossas tarefas de maneira relaxada e serena, seguindo nossa respiração e mantendo a concentração no que estamos fazendo. Trabalhando com outras pessoas, podemos trocar algumas palavrinhas, mas apenas sobre o trabalho que está sendo feito. 
Reserve um bom tempo para cozinhar. Não tenha pressa. Sabendo que nossos corpos e os corpos das pessoas que amamos, dependem da comida que estamos preparando. cozinhamos alimentos saudáveis com infusões de nosso amor e de nossa consciência plena.

Thich Nhat Hahn  em A arte de comer

11 de fevereiro de 2017

Mooji - Ensinamentos


"Se você fizer da companhia humana algo muito importante, você não vai descobrir o seu verdadeiro eu. Relacionamentos sem base na verdade nunca são totalmente confiáveis e raramente são duradouros. Ter tempo para descobrir a si mesmo é o melhor uso do tempo. Priorize isto. Não se deve buscar, excessivamente, parceiros ou amigos. Você deve procurar se conhecer e ser você mesmo. Quando você começa a despertar para a Verdade, você começa a perceber quão bem a vida flui, por si só, e como você está bem cuidado. A própria Vida suporta as necessidades físicas, emocionais, mentais e espirituais de quem está aberto à auto descoberta. Confie. Abra seus olhos para este reconhecimento. A entrega total permite que você se funda ao seu ser eterno.


***
A mente é confusa.
Ela está sempre tentando obter, entender, para ter a sensação de "Eu sei isto, eu entendo isto,
Eu sei para onde estou indo".
A mente está em uma projeção progressiva linear;.
Exposta a não-dualidade não tem lugar para onde ela "ir".
Nada para ela "compreender".
Condicionada, a mente fica confusa.
Inúmeros conceitos são apanhados pela mente, apegando-se a essas mentiras
Você sufoca a sua espontaneidade.
A mente não entende a simplicidade.
A sua natureza é tornar complexo o que já é Natural.

***
Nada pertence a você ou a mim, nada pertence ... 

Tudo, tudo, tudo ... simplesmente É ...

***
Quando você chegar em casa para o seu verdadeiro coração.
Você vai se tornar um ser humano que deixa de incomodar o mundo.
Com seus pensamentos, julgamentos e projeções.
Você já parou.
Você veio para fora da roda de Samsara.
Você deixa de saber de tudo.
Algo está desligado.
Mas misticamente dentro ainda és belíssimo.

***

Esta quietude sem esforço que é o seu Ser oceano, esta grande paz e infinito silêncio, está apenas Aqui.
É o seu perfume.
Este amor, este espaço, este contentamento, simplesmente emana de você.
Mas o seu verdadeiro Eu, essa flor inefável, ninguém pode encontrar.
Não tem corpo, nem forma.
Nem tamanho, peso ou cor.
É eterno, intemporal.
E ainda assim, sem Ele, nada disto poderia existir.
***
Se você realmente começou a sentir em seu coração, 
começou a ver e confirmar.
Então a vontade começará automaticamente a cair no amor do seu próprio Ser.
E não há nenhum esforço no amor.
Seu lugar é apenas em manter o sentimento.
Sim, livra-me do ego e fundi-me com você."

Sri Mooji em Satsangs

3 de fevereiro de 2017

Círculos - Osho 3/3


"Dos vinte e um aos vinte e oito é um tempo em que eles podem se acertar. Eles podem escolher um companheiro. E eles são capazes de escolher agora, através de toda a experiência dos dois círculos passados eles podem escolher o companheiro certo. Não há mais ninguém que possa fazer isso por você. Isso é algo como um pressentimento. Nenhuma aritmética, nenhuma astrologia, nenhuma quiromancia, nenhum I-Ching poderão fazer isso.

Isso é um pressentimento: entrando em contato com muitas, muitas pessoas, de repente alguma coisa dá um clique que nunca deu com qualquer outra pessoa. E isso clica com tanta certeza e tão absolutamente, que você não pode nem mesmo duvidar. Mesmo se você tentar duvidar, você não conseguirá. A certeza é tão tremenda. Com esse clique vocês se acertam.

Entre os vinte e um e os vinte e oito, em algum lugar, se tudo correr bem do jeito que eu estou dizendo, sem interferência de outros, então vocês se acertam.

E o período mais agradável da vida vem dos vinte e oito aos trinta e cinco: o mais alegre, o mais pacífico e harmonioso, porque duas pessoas começam a se derreter e a se fundir uma com a outra.

Dos trinta e cinco aos quarenta e dois, um novo passo, uma nova porta se abre. Se até os trinta e cinco você sentiu profunda harmonia, uma sensação orgástica e tiver descoberto a meditação através disso, então, dos trinta e cinco aos quarenta e dois vocês ajudarão um ao outro a ir mais e mais fundo na meditação sem sexo, porque o sexo neste ponto começa a parecer infantil, juvenil. Quarenta e dois anos é o tempo certo quando a pessoa deveria ser capaz de saber exatamente quem ela é.

Dos quarenta e dois aos quarenta e nove ela vai mais fundo e mais fundo na meditação, mais e mais para dentro de si mesmo, e ajuda o companheiro no mesmo caminho. Eles se tornam amigos. Não mais existe marido e não mais existe esposa. Esse tempo já passou. Isso já deu a sua riqueza para a sua vida. Agora existe alguma coisa mais alta, mais alta que o amor. Isso é amizade, um relacionamento de compaixão para ajudar o outro a ir mais fundo dentro de si mesmo, a se tornar mais independente, a se tornar mais só, como duas árvores altas, separadas mas ainda próximas uma da outra, ou dois pilares num templo suportando o mesmo teto, estando tão próximos e tão separados, tão independentes e tão sós.

Dos quarenta e nove aos cinqüenta e seis essa solitude se torna o foco de seu ser. Tudo no mundo perde o significado. A única coisa significante que permanece é essa solitude.

Dos cinqüenta e seis aos sessenta e três você se torna totalmente o que você está para ser: o florescimento potencial.

Dos sessenta e três aos setenta você começa a ficar pronto para deixar o corpo. Agora você sabe que não é o corpo, você sabe que também não é a mente. O corpo era conhecido como separado de você em algum lugar quando você tinha trinta e cinco anos. Que a mente está separada de você foi conhecido em algum lugar quando você tinha quarenta e nove anos. Agora, tudo mais foi deixado de lado exceto a auto observação. Só a pura consciência, a chama da consciência permanece com você, e isso é a preparação para a morte.

Setenta é a duração de vida natural para o homem. E se as coisas se moverem em seu curso natural, então ele morre com tremenda alegria, em grande êxtase, sentindo-se imensamente abençoado porque a sua vida não foi sem significado e que, pelo menos, ele encontrou o seu lar. E por causa dessa riqueza, dessa realização, ele é capaz de abençoar toda a existência.

Só por estar perto de tal pessoa, quando ela está morrendo, é uma grande oportunidade. Você sentirá, na medida em que ele deixa o corpo, algumas flores invisíveis caindo sobre você. Embora você não possa vê-las, você poderá senti-las.”
Osho em From Darkness to Light

31 de janeiro de 2017

Círculos - Osho 2/3


"Depois dos sete anos, no próximo círculo de sete anos, dos sete aos quatorze, algo novo é acrescentado à vida: os primeiros alvoroços da energia sexual da criança. Mas elas são apenas uma espécie de ensaio.

Ser pai é uma tarefa difícil. Assim, a não ser que você esteja pronto para assumir tal tarefa difícil, não se torne um pai. As pessoas simplesmente seguem se tornando pais e mães sem saber o que estão fazendo. Você está trazendo uma vida à existência e todo o cuidado do mundo será necessário.

Agora, quando a criança começa a brincar com seus ensaios sexuais, é o tempo em que os pais mais interferem, porque foi assim que fizeram com eles. Tudo o que eles sabem é o que foi feito com eles, assim eles seguem fazendo o mesmo com as suas crianças. As sociedades não permitem ensaio sexual, pelo menos não permitiram até o século XX, exceto nas duas e três últimas décadas em alguns países muito avançados. Agora já existem escolas mistas para as crianças, mas em um país como a Índia, mesmo agora, a educação mista começa a surgir apenas no nível universitário.

O menino de sete anos e a menina de sete anos não podem estar no mesmo internato. E este é o momento para eles, sem qualquer risco, sem perigo de gravidez, sem que quaisquer problemas surjam para suas famílias; este é o momento em que lhes deveriam ser permitidas todas as brincadeiras.

Sim, isso terá uma conotação sexual, mas será só um ensaio, não se trata de um drama teatral verdadeiro. E se você não permitir a eles nem mesmo esse ensaio, de repente então, um dia a cortina se abrirá e o verdadeiro drama começará… E eles não saberão o que está acontecendo e não haverá nem mesmo aquela pessoa escondida no palco para lhes soprar o que devem fazer. Você terá bagunçado a vida deles completamente.

Esses sete anos, o segundo círculo da vida, são significantes como um ensaio. Eles se encontrarão, se misturarão, brincarão e se conhecerão. E isso ajudará à humanidade a se livrar de quase noventa por cento das perversões. Se às crianças dos sete aos quatorze for permitido estarem juntas, nadarem juntas, estarem nuas juntas, noventa por cento das perversões e noventa por cento das pornografias irão simplesmente desaparecer. Quem irá dar atenção a essas coisas?

Quando um garoto conheceu tantas garotas nuas, que interesse uma revista tipo Playboy poderá ter para ele? Quando uma garota tiver visto tantos garotos nus, eu não vejo qualquer possibilidade de existir curiosidade a respeito do outro. Isso simplesmente desaparecerá. Eles irão crescer juntos naturalmente, não como duas espécies diferentes de animais. É assim que eles crescem agora, como duas espécies diferentes de animais. Eles não pertencem à mesma espécie humana, eles são mantidos separados. Mil e uma barreiras são criadas entre eles, e não lhes permitem qualquer ensaio de sua vida sexual que está chegando…

Se você tiver feito o dever de casa direitinho, se você tiver brincado com sua energia sexual exatamente com o espírito de um desportista (e naquela idade este é o único espírito que você poderia ter), você não se tornará um pervertido, um homossexual. Todo tipo de coisas estranhas não virão à sua cabeça, porque você está se movendo naturalmente com o outro sexo e o outro sexo está se movendo com você. Não haverá qualquer bloqueio e você não estará fazendo nada errado com quem quer que seja. Sua consciência estará clara porque ninguém pôs nela idéias do que é certo e do que é errado. Você simplesmente está sendo o que você é.

Dos quatorze aos vinte e um o seu sexo amadurece. E isso é significante para se entender: se o ensaio tiver sido bom no período dos sete aos quatorze quando o sexo amadurece, acontece uma coisa muito estranha que você nem mesmo deve ter pensado a respeito, porque não lhe foi dada a oportunidade. Eu disse a você que o segundo círculo de sete anos, dos sete aos quatorze, deu a você um vislumbre de antes da peça teatral. O terceiro círculo de sete anos da a você um vislumbre do que vem depois.Você está ainda com garotas ou garotos, mas agora uma nova fase começa em seu ser: você começa a se apaixonar.

Não é ainda um interesse biológico. Você não está interessado em procriar, você não está interessado em se tornar marido ou esposa. Esses são os anos dos jogos românticos. Você está mais interessado na beleza, no amor, na poesia, na escultura, que são fases diferentes de romantismo."

(continua...)
Osho em From the Dark to Light

28 de janeiro de 2017

Círculos - Osho 1/3


“A vida tem círculos de sete anos, ela se move em círculos de sete anos exatamente como a terra faz uma rotação em seu eixo em vinte e quatro horas. Ninguém sabe porque não são nem vinte e cinco nem vinte e três horas. Não há nenhum jeito de se responder isso. É simplesmente um fato. Assim, não me pergunte porque a vida se move em círculos de sete anos. Eu não sei. O máximo que eu sei é que ela se move em círculos de sete anos. E se você compreender esses círculos de sete anos, você compreenderá uma grande coisa sobre o crescimento humano.

Os primeiros sete anos são os mais importantes porque os alicerces da vida estão sendo assentados. É por isso que todas as religiões estão muito preocupadas em agarrar as crianças o mais rápido possível. Os judeus circuncidam as crianças. Que bobagem! Mas eles estão carimbando a criança como uma judia. Essa é uma maneira primitiva de carimbar. Ainda se faz isso com o gado aqui nas redondezas.

Aqueles primeiros sete anos são os anos em que você é condicionado, é preenchido com todos os tipos de idéias que irão atormentá-lo ao longo de toda a sua vida, que irão distraí-lo de sua potencialidade, que irão corrompê-lo, que nunca irão lhe permitir ver claramente. Elas sempre virão como nuvens diante de seus olhos e irão fazer com que tudo fique confuso. As coisas são claras, muito claras. A existência é absolutamente clara. Mas os seus olhos têm camadas e mais camadas de poeira.

E toda essa poeira foi arranjada nos primeiros sete anos de sua vida, quando você era tão inocente, tão confiante, que qualquer coisa que lhe fosse dita você aceitava como sendo verdadeira. E mais tarde, será muito difícil você descobrir tudo aquilo que entrou em seus alicerces. Terá se tornado quase parte de seu sangue, ossos, de sua própria medula. Você perguntará mil outras questões, mas você nunca perguntará a respeito dos alicerces básicos de suas crenças.

A primeira expressão de amor para com a criança é deixá-la absolutamente inocente em seus primeiros sete anos, sem condicionamento, deixá-la por sete anos completamente selvagem, uma pagã. Ela não deveria ser convertida ao hinduismo, ao islamismo, ao cristianismo. Qualquer um que esteja tentando converter a criança, não tem compaixão, é cruel, está contaminando a própria alma de um viçoso recém-chegado. Antes mesmo que a criança tenha formulado perguntas, ela já terá recebido respostas com filosofias , dogmas e ideologias pré-fabricadas. Essa é uma situação muito estranha. A criança não perguntou a respeito de Deus e você já está lhe ensinando. Por que tanta impaciência? Espere!

Se algum dia a criança demonstrar interesse por Deus e começar a perguntar a respeito, então tente dizer a ela não apenas a sua idéia sobre Deus, porque ninguém tem qualquer monopólio. Coloque diante dela todas as idéias de Deus que estiveram presentes em diferentes povos, em épocas diferentes, por religiões, culturas e civilizações diferentes. E lhe diga: ‘Você pode escolher dentre essas aquela que mais lhe atrai. Ou você pode inventar a sua própria, se nenhuma estiver adequada. Se todas lhe parecerem defeituosas, e você achar que pode ter uma idéia melhor, então invente a sua própria. Ou se você achar que não há jeito de inventar uma idéia sem falhas, então abandone toda essa história, ela não é necessária. Um homem pode viver sem Deus.’

Não há qualquer necessidade de que o filho tenha que concordar com o pai. Na verdade parece muito melhor que ele não tenha que concordar. É assim que a evolução acontece. Se toda criança concordar com o pai, então não haverá qualquer evolução, porque o pai terá concordado com seu próprio pai, e todo mundo estará no ponto em que Deus deixou Adão e Eva: nus e expulsos do jardim do Éden. Todo mundo estará lá. O homem tem evoluído porque os filhos têm discordado de seus pais, dos pais de seus pais e de todas as tradições. Toda essa evolução é uma tremenda divergência com o passado. Quanto mais inteligente você for, mais você irá discordar. Mas os pais valorizam as crianças que concordam e condenam as que discordam.

Até os sete anos, se a criança puder ser deixada inocente, não corrompida pelas idéias dos outros, assim tornar-se-á impossível distraí-la de seu crescimento potencial.Os primeiros sete anos da criança são os mais vulneráveis. E elas estão nas mãos dos pais, dos professores, dos padres….

Como defender as crianças dos pais, dos padres e dos professores é uma questão de tamanha proporção que parece quase impossível de se fazer. Não é uma questão de ajudar a criança. A questão é proteger a criança. Se você tiver uma criança, proteja-a de si mesmo. Proteja a criança dos outros que possam influenciá-la, pelo menos até os sete anos, proteja-a. A criança é como uma pequena plantinha, fraca e suave. Um simples vento forte pode destruí-la, qualquer animal pode comê-la. Você põe um fio protetor ao redor dela, mas não a aprisiona, você está simplesmente protegendo-a.Quando a planta estiver maior, o fio será removido.

Proteja a criança de todo tipo de influência de modo que ela possa permanecer ela mesma. E isso é só uma questão de sete anos, porque então o primeiro círculo estará completo. Aos sete anos ele estará bem enraizado, centrado, forte o suficiente. Você não sabe o quanto uma criança de sete anos pode ser forte porque você só tem visto crianças corrompidas. Elas carregam os medos e a covardia de seus pais, mães e familiares. Elas não são elas mesmas.

Se uma criança permanecer sem ser corrompida por sete anos… Você ficará surpreso ao encontrar tal criança. Ela será tão afiada como uma espada. Seus olhos serão claros, seus insights serão claros. E você verá nela uma tremenda força que você não poderá encontrar nem mesmo num adulto de setenta anos.
Se você é um pai (ou mãe), você precisará muito dessa coragem para não interferir. Abra portas para direções desconhecidas de modo que a criança possa explorá-las. Ela não conhece o que ela tem dentro dela, ninguém sabe. Ela terá que tatear no escuro. Não faça com que ela tenha medo do escuro, não faça com que ela tenha medo do fracasso, não faça com que ela tenha medo do desconhecido. Dê a ela suporte. Quando ela estiver indo para uma jornada desconhecida, ofereça a ela todo o seu suporte, com todo o seu amor, com todas as suas bênçãos.

Não deixe que ela seja afetada pelos seus medos. Você pode ter medos, mas mantenha-os consigo mesmo. Não descarregue esses medos em cima da criança, porque isso será interferência."
(continua...)

Osho em From the Dark to Light

21 de janeiro de 2017

Você está pronto? - Mooji


"Você está pronto para se encontrar com Deus?

Então, agora mesmo, não toque em nada, em nenhuma ideia 
-nem boa nem má.
Não se envolva em absolutamente nada.
Qualquer coisa que apareça, apenas deixe-a.
Não se agarre a nada, inclusive a sua auto-imagem.
E não esteja muito ocupado em deixar as coisas.
A dada altura, você as deixa à medida que elas surgem - nenhum bolso para guardar coisas.
Esteja livre de todos os envolvimentos.

Sem nome, sem forma, sem intenção, sem sonho, sem aspiração.
Não se mistura ou associe com alguma coisa.
Se alguém vier e bater no seu ombro porque precisa de ajuda com alguma coisa,
faça o que precisa de ser feito, mas não se identifique. Permaneça vazio no interior.
Não diga a ninguém.
Quando você deixa tudo, Ele virá para se encontrar com você.
Você reconhecerá Aquele que é o seu Ser.
Mas você não será capaz de falar sobre isso.
Não poderá ser uma experiência que "você" tenha.

O eu pessoal, o ego, não deve sobreviver a esta investigação.
Portanto, não deve haver um alguém que tenha atingido ou alcançado algo.
Sem nome. Sem assinatura.
Deixe que tudo seja queimado ou purificado.
O Mestre disse: Morra, mas não esteja morto.
Ou seja, morra para todas as suas noções pessoais de Deus, do mundo, e de você mesmo.
Então você irá encontrar Aquilo que é Eterno.
Este é o seu Eu Divino.
Faça isto.
Sente-se sozinho e simplesmente fique quieto (em silêncio).
Este é o meu convite.
Não fale comigo ou com alguém sobre isso.
Eu encontrarei você lá."
Mooji em Satsang
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